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Prevenção de quedas: 15 mudanças simples que deixam a casa segura

Uma em cada quatro pessoas com mais de 60 anos cai pelo menos uma vez por ano. Entre os 80+, sobe para 40%. A maioria dessas quedas era evitável.

Guia Grizas7 min de leituraAtualizado em 2026
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Queda não é consequência natural do envelhecimento — é um evento de saúde que merece atenção. Dados do Ministério da Saúde mostram que as quedas são a principal causa de internação por causas externas entre pessoas idosas no Brasil, e a maior parte delas acontece dentro da própria casa.

A consequência mais grave é a fratura de fêmur, que costuma resultar em perda significativa de independência. Por isso a prevenção importa tanto: não se trata só de evitar o susto, mas de preservar autonomia.

Por que o risco aumenta

Os fatores se dividem em dois grupos. Os intrínsecos vêm do próprio corpo: perda de massa muscular, redução do equilíbrio, alterações na visão, tontura, desidratação e efeitos de medicamentos. Os extrínsecos vêm do ambiente: tapetes soltos, má iluminação, fios no chão, falta de apoio no banheiro. Os intrínsecos exigem acompanhamento médico. Os extrínsecos você resolve num fim de semana.

Banheiro — o cômodo mais perigoso

Chão e circulação

Iluminação e visão

Corpo e rotina

Atenção aos medicamentos

Quem toma cinco ou mais medicamentos por dia tem risco elevado de queda — sedativos, remédios para pressão e para dormir são os mais associados. Peça ao médico uma revisão periódica da lista completa, incluindo o que você compra sem receita. Às vezes, ajustar um horário já reduz a tontura matinal.

Um teste que você pode fazer em casa

O Timed Up and Go é usado por profissionais e é simples: sente-se numa cadeira com braços, levante sem apoiar as mãos, caminhe três metros, volte e sente novamente. Cronometre.

Levar mais de 12 segundos indica risco aumentado de queda e é motivo para procurar avaliação com geriatra ou fisioterapeuta. Não é diagnóstico — é um sinal para investigar.

Caiu. E agora?

Toda queda merece avaliação médica, mesmo sem dor imediata — fraturas por fragilidade nem sempre doem no início. E vale registrar: data, hora, onde foi e o que estava fazendo. Esse histórico ajuda o médico a identificar o padrão e a causa.

Há ainda um efeito silencioso: depois de cair, muita gente passa a evitar sair de casa por medo. Isso reduz a atividade física, enfraquece a musculatura e — paradoxalmente — aumenta o risco de novas quedas. Se perceber esse retraimento, converse com um profissional.

Fontes: Ministério da Saúde — Cartilha de Prevenção de Quedas em Pessoas Idosas (2026) e Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa. Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO/MS). Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil). Organização Mundial da Saúde.

Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica individualizada. Procure um geriatra ou fisioterapeuta para orientação personalizada.

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