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Por que o sono muda com a idade — e como dormir melhor

O sono muda de arquitetura com o passar dos anos. Parte disso é natural. Outra parte tem causa identificável — e solução.

Guia Grizas7 min de leituraAtualizado em 2026
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Uma queixa muito comum depois dos 60: "não durmo mais como antes". E é verdade — o sono realmente muda. Fica mais leve, com mais despertares, e o relógio biológico tende a adiantar, dando sono mais cedo à noite e despertar mais cedo pela manhã.

Isso, isoladamente, não é doença. O problema aparece quando a pessoa passa o dia cansada, sonolenta ou irritada — aí há algo a investigar.

Quantas horas são necessárias?

A necessidade de sono não diminui muito com a idade: continua em torno de sete a oito horas para a maioria dos adultos, incluindo pessoas idosas. O que muda é a facilidade de obter esse total de uma vez só. Dormir menos não é consequência natural — é sinal para investigar.

Causas frequentes de sono ruim

O que ajuda de verdade

Horário fixo — inclusive no fim de semana

Deitar e levantar sempre no mesmo horário é a medida mais eficaz e a mais subestimada. O corpo aprende por repetição.

Luz natural pela manhã

Vinte a trinta minutos de claridade logo cedo ajustam o relógio biológico e melhoram o sono da noite seguinte. Vale a caminhada matinal ou simplesmente tomar o café perto da janela.

Cochilo curto e cedo

Se for cochilar, que seja de 20 a 30 minutos e antes das 15h. Cochilo longo ou no fim da tarde rouba o sono noturno.

Cuidado com o que se bebe

Café, chá preto, chá mate e refrigerante de cola até seis horas antes de dormir. Álcool dá sonolência inicial, mas fragmenta o sono na madrugada — piora, não ajuda. E reduza líquidos nas duas horas finais.

Quarto adequado

Escuro, silencioso, fresco. Se precisa de luz para segurança, use luz noturna de baixa intensidade e cor quente no trajeto ao banheiro.

Atividade física — mas não à noite

Exercício regular melhora a qualidade do sono de forma consistente. Só evite atividade intensa nas três horas antes de deitar.

Cuidado com remédios para dormir

Medicamentos indutores do sono, especialmente os da família dos benzodiazepínicos, exigem cautela redobrada em pessoas idosas: aumentam risco de queda, confusão mental e dependência. Não use por conta própria nem aceite indicação de conhecidos. Se o sono é um problema persistente, o caminho é a avaliação médica — existem abordagens não medicamentosas com boa eficácia.

Quando procurar um médico

Fontes: Ministério da Saúde — Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa. Associação Brasileira do Sono. Organização Mundial da Saúde.

Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica. Se o sono está prejudicando seu dia a dia, procure um médico.

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